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Cães e crianças (cont.):
Trazer um bebé para uma família com um cão
Quando um casal tem um cão e decide ter um bebé devem mentalizar que o seu tempo encurtará, a rotina será diferente, a responsabilidade será maior e o orçamento será reduzido, mas o cão não é uma variável a descartar.
A primeira coisa que devem fazer em casa é limitar o cão ao espaço que será do bebé. Desta forma, o cão não estranhará quando na chegada do bebé não lhe for permitido a entrada em certas zonas.

A seguir devem se mentalizar que 2 meses antes do nascimento, e 3 meses após este, a mãe terá o tempo preenchido para cuidar do pequeno recém nascido, e portanto caberá ao seu parceiro o cuidar do amigo de 4 patas.
Finalmente, bebés não são brinquedos e portanto não devem ser negligenciados ou deixados sem supervisão em casa e especialmente ao pé de animais e pessoas estranhas. É nossa obrigação cuidar das crianças e se algum acidente acontece, é nossa responsabilidade e definitivamente não do nosso animal que não pediu a vinda deste estranho para a sua vida.
Os bebés não cheiram como as pessoas, não se parecem com pessoas e não soam como pessoas. Portanto mesmo que o nosso animal os identifique como cachorros, os tratará como tal, e quando um cachorro grita, tenta morder, afasta-se ou magoa o progenitor, este agarra-o pelo pescoço por forma a o repreender, abanando-o, ou o trazer, e este gesto é bastante nocivo para um bebé.
Está na nossa mão ensinar tanto os cães, como as crianças a partilharem a sua vida e a se respeitarem, partilhando espaço e grupo.

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